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Programa do GT 2

█ GT 2 – Organização e Representação do Conhecimento

Ementa (atualizada): Teorias, metodologias, políticas, instrumentos, processos e produtos para a organização e representação do conhecimento recuperação e acesso à informação, nas suas dimensões epistemológicas, aplicadas, sociais, culturais e terminológicas enquanto conhecimento socializado, institucionalizado ou não, em ambientes informacionais (tais como: arquivos, museus, bibliotecas e congêneres), incluindo o uso e desenvolvimento das tecnologias de informação e as relações inter, multi e transdisciplinares neles verificadas.

: Coordenador: Prof. Dr. Thiago Henrique Bragato Barros – UFRGS
: Coordenadora Adjunta: Profa. Dra. Deise Maria Antônio Sabbaz – USP – Ribeirão Preto

 

PROGRAMA COMPLETO DO GT 2 EM PDF

Versão atualizada em 28/09/2021 conforme solicitação do(a) coordenador(a) do GT

Dia 26.10.2021 – Terça-feira – Tarde – 14-16h

Sessão: 01 – Resumos Expandidos

Coordenador da sessão: Thiago Henrique Bragato Barros; Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS

Relatora da sessão: Rita do Carmo Ferreira Laipelt, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Comunicações

Comunicação 1 – 14h15-14h20: TEMAS DECOLONAIS NOS ESTUDOS INFORMACIONAIS: UMA ANÁLISE INTRODUTÓRIA COM BASE NAS PRODUÇÕES DO GT 2 ENANCIB

Autoria(s): Marilia Winkler de Morais, UFSCAR; Luciana de Souza Gracioso, UFSCAR

Resumo: Na tentativa de melhor entender os elementos que se relacionam à configuração de um pensamento decolonial, este trabalho objetiva empreender uma visão panorâmica acerca de temáticas que tangenciam interesses decoloniais na Organização do Conhecimento através dos estudos apresentados no Grupo de Trabalho 2 ENANCIB, ainda que nem sempre estejam delineados neste escopo de forma nomeada. Foram considerados trabalhos apresentados entre os anos 2015-2019. No bojo das orientações do pensador decolonial Ramón Grosfoguel, foi realizada análise das palavras-chave e dos resumos fornecidos pelos autores. O levantamento pôde revelar que questões harmônicas aos princípios decoloniais são frequentemente abordadas no cenário da Organização do Conhecimento.

Palavras-chave: Decolonialidade; Organização do Conhecimento; ENANCIB.

Comunicação 2 – 14h20 – 14h25: PROTOCOLO VERBAL E TRATAMENTO TEMÁTICO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Autoria(s): Bruna Amarante Oliveira, UFF; Joice Cleide Cardoso Ennes de Souza, UFF

Resumo: O grande volume de informações nos dias atuais requer do bibliotecário maior atenção às identificações dos elementos que representam os diferentes tipos de documento, uma vez que esses elementos serão inseridos em bases de dados visando à representação e recuperação da informação. Apresentamos a técnica do protocolo verbal para verificar os procedimentos adotados pelos bibliotecários durante a catalogação de assunto/indexação de livros de Economia ambiental em bibliotecas universitárias. Como conclusão, sugere-se uma reflexão sobre os procedimentos adotados (ou que serão adotados) pelas unidades de informação, consolidados em políticas de indexação

Palavras-chave: Catalogação de assunto. Indexação. Bibliotecas universitárias. Protocolo verbal.

Comunicação 3 – 14h30 – 14h35: PLATAFORMA YOUTUBE COMO DISPOSITIVO CURATORIAL: MODELO PARA O CANAL NIS

Autoria(s): Camilla Faria Nalin, (UNIRIO); Miriam Gontijo Moraes

Resumo: Este trabalho objetiva desenvolver modelo de curadoria digital do Núcleo de Imagem e Som, canal oficial da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, na plataforma colaborativa YouTube. Após levantamento bibliográfico sobre padrão de metadados e curadoria digital, foi identificado o ciclo de vida desenvolvido pelo Digital Curation Centre como referência. A pesquisa está em fase de identificação dos metadados descritivos do acervo do canal, a partir da descrição das coleções disponíveis. Constatou-se, como resultado preliminar, a falta de padronização na descrição dos vídeos como um primeiro obstáculo para a descrição, organização e encontrabilidade das coleções.

Palavras-chave:Curadoria Digital; Metadados; YouTube;

Comunicação 4 – 14h40 – 14h45: CONTRIBUIÇÕES DA ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO PARA A CONFIGURAÇÃO DE CIDADES INTELIGENTES: REFLEXÕES PRELIMINARES

Autoria(s): Laura Mariane de Andrade, UFSCAR; Fernanda Parolo de Mattos Nogueira, UFSCAR; Paula Regina Dal’Evedove, UFSCAR; Luciana de Souza Gracioso, UFSCAR

Resumo: Objetiva explorar a abordagem do conceito de cidades inteligentes na Ciência da Informação, articulando-a com a Organização do Conhecimento, discorrendo acerca da transversalidade temática entre elas. Configura-se como um estudo teórico-exploratório, com abordagem qualitativa. Como reflexões preliminares chegou-se ao entendimento de que a Organização do Conhecimento pode apresentar contribuições teóricas e metodológicas fulcrais para que o planejamento de políticas públicas municipais alcancem sucesso neste processo de configuração de novos espaços municipais, tecnologicamente inteligentes.

Palavras-chave:Organização do Conhecimento. Cidades Inteligentes. Ciência da Informação.

Comunicação 5 – 14h50 – 14h55: REPRESENTAÇÃO TEMÁTICA DA INFORMAÇÃO ICONOGRÁFICA: O USO DE METADADOS EM COLEÇÕES DIGITAIS DE IMAGENS DE ARTE

Autoria(s): Willian de Carvalho Silva, USP; Vânia Mara Alves Lima, USP;

Resumo: Este trabalho tem por objetivo analisar a representação temática da informação iconográfica a partir do uso de metadados em coleções digitais de imagens de arte. Com isso, propõem-se o levantamento dos principais padrões de metadados dedicados a descrição de imagens e objetos de artes. Tendo em vista as especificidades dos documentos iconográficos traz em perspectiva a análise documentária para imagens de arte. Destaca os principais resultados obtidos com a coleta e análise de metadados de bibliotecas e museus de arte. Conclui-se a importância dos metadados para uma representação consistente da informação iconográfica

Palavras-chave: representação temática; metadados; imagens de arte, coleções digitais.

Comunicação 6 – 15h00 – 15h05: INFLUÊNCIA DAS CULTURAS EPISTÊMICAS NOS OBJETOS DE FRONTEIRA

Autoria(s): Nina G. S. Barcellos D’Almeida, UFF; Linair Maria Campos, UFF;

Resumo:Em um recorte da realidade podemos encontrar objetos que são compartilhados entre comunidades, mas que possuem significados diferentes para cada uma delas. O uso de diferentes conceituações e linguagens em uma comunidade de prática pode comprometer a realização de trabalho cooperativos ou interdisciplinares, dessa forma este trabalho tem como objetivo explicitar a relação entre os objetos de fronteira e as comunidades de prática, colaborando para a representação do conhecimento em contextos que envolvem a produção e partilha do conhecimento. A pesquisa pode ser classificada como qualitativa, de caráter exploratório, utilizando levantamento bibliográfico como método. Como resultado apresentamos um mapa conceitual contendo a explicitação da relação entre os objetos de fronteira e as comunidades de prática no contexto das comunidades epistêmicas.

Palavras-chave: Comunidades de prática. Culturas epistêmicas. Perspectivas epistemológicas. Interdisciplinaridade. Objetos de fronteira.

Comunicação 7 – 15h05 – 15h10: METADADOS PARA CATALOGAÇÃO DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

Autoria(s): Etefania Cristina Pavarina, UFSCAR; Zaira Regina Zafalon, UFSCAR; Thalyta Braga Barboza, UFSCAR

Resumo: As histórias em quadrinhos são recursos informacionais que tem ganhado destaque nas instituições de patrimônio cultural. A catalogação tem condições, por meio de processos, instrumentos e produtos, de garantir e ampliar as formas de recuperação e acesso aos recursos informacionais. Esta pesquisa, de abordagem qualitativa, cunho teórico e caráter exploratório, tem por objetivo analisar os metadados para catalogação de história em quadrinhos e discute, nos resultados, os metadados identificados a partir do mapeamento de literatura. Conclui-se que os padrões de metadados se voltam à estrutura dos dados ao invés do conteúdo das histórias em quadrinhos e que os campos descritos não atendem às particularidades das instituições.:

Palavras-chave: Catalogação. Metadados. Histórias em quadrinhos.

Comunicação 8 – 15h10 – 15h15: A PRODUÇÃO CIENTÍFICA DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO À LUZ DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Autoria(s): Jéssica Pereira do Nascimento, UFF; Michely Jabala Mamede Vogel, UFF

Resumo: A Arquitetura da Informação apresenta-se como a disciplina da Ciência da Informação que torna os ambientes informacionais compreensíveis, melhorando a experiência do usuário. Objetivou-se identificar os aportes teóricos da Arquitetura da Informação oriundos da Ciência da Informação. Utilizou-se a ferramenta Parsifal para estruturar a Revisão Sistemática da Literatura na Base de Dados Referenciais de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação, na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações, BENANCIB, Scientific Electronic Library Online, Scopus e Web of Science. Conclui-se que há uma tendência em apresentar os fundamentos da Organização da Informação e do Conhecimento como contribuições teóricas à disciplina.

Palavras-chave: Arquitetura da Informação. Ciência da Informação. Produção científica. Revisão sistemática. Organização da Informação e do Conhecimento.

Comunicação 9 – 15h15 – 15h20:DIRETRIZES PARA INDEXAÇÃO DE OBRAS ESTÉTICO-LITERÁRIAS

Autoria(s): Sandra Rafaela Batista da Silva, UFPE; Hélio Márcio Pajeú, UFPE

Resumo: O objetivo desse trabalho é apresentar as Diretrizes para Indexação de Obras Estético-Literárias – DIEL como um modelo para nortear a leitura técnica de ficção literária. Como objetivos específicos: apresentar e aplicar as DIEL; comparar os termos resultantes da aplicação das DIEL com a indexação de cinco catálogos de Bibliotecas Nacionais da América Latina; e, discutir como o percurso dialógico pode enriquecer a indexação. A metodologia da pesquisa é de natureza exploratória, caracterizada pela abordagem do problema como qualitativa, quanto ao propósito que ela é aplicada. Traz como resultado a riqueza de termos oriundos de um percurso dialógico de indexação

Palavras-chave: Diretrizes para Indexação de Obras Estético-Literárias; Modelo para indexação; Indexação dialógica; Organização da Informação; Mikhail Bakhtin.

15h20-16h00 – Discussão

Dia 26.10.2021 – Terça-feira – Noite – 18-20h

Sessão: 02 – Trabalhos completos

Coordenador da sessão: Thiago Henrique Bragato Barros; Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS

Relator da sessão: Rodrigo de Sales, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Comunicações

Comunicação 1 – 18h15 – 18h25: MUDANÇA CLIMÁTICA: COMPLEXIDADE DA REPRESENTAÇÃO PARA OS SISTEMAS DE ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO

Autoria(s): Marcos Gonçalves Ramos; (IBICT/UFRJ); Priscila Ramos Carvalho, IBICT/UFRJ; Rosali Fernandez de Souza, IBICT/UFRJ

Resumo: A abrangência da mudança climática em seus aspectos sociais, políticos e econômicos leva a reflexão sobre a complexidade do conceito e sua representação em Sistemas de Organização de Conhecimento. O objetivo do trabalho foi identificar, analisar e comparar os termos e as áreas de conhecimento a partir da busca termo climate change nas bases de dados Scopus, Dimensions e Web of Science, no período 1960-2019. A revisão de literatura e os resultados demonstraram diversidades conceituais, terminológicas e epistemológicas sobre a mudança climática que reforçam a importância dos Sistemas de Organização do Conhecimento para interoperabilidade semântica e a recuperação eficiente.

Palavras-chave: Sistemas de Organização do Conhecimento. Mudança Climática. Recuperação da Informação.

Comunicação 2 – 18h25 – 18h35: DIRETRIZES PARA A CLASSIFICAÇÃO DE PORTFÓLIOS DE PROJETOS DE PESQUISA

Autoria(s): Laura Rocha, UFF; Maria Luiza de Almeida Campos, UFF, UFBA

Resumo: Aborda a aplicação da fundamentação teórica proveniente das teorias de representação pelo profissional da informação no desempenho das atividades relacionadas à modelização de domínios de conhecimento. Objetiva propor diretrizes para o aprimoramento da estrutura classificatória dos portfólios de projetos de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa em Agropecuária, com vistas a contribuir para o fortalecimento destes enquanto instrumentos de planejamento e gestão das atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da instituição. Os procedimentos metodológicos adotados foram: pesquisa bibliográfica; pesquisa documental; consulta ao site da instituição; categorização dos portfólios à luz das Categorias Fundamentais propostas por Ranganathan; aplicação do método analítico conceitual de Dahlberg; proposta de um padrão para as definições e para a estrutura dos portfólios com base na Teoria do Conceito e na Teoria da Classificação Facetada. Como resultado, foram propostas seis diretrizes para a consistência da denominação e do conteúdo conceitual dos portfólios e duas diretrizes para a consistência da estrutura classificatória dos portfólios. Conclui-se que as teorias abordadas mantêm sua utilidade e relevância nos dias atuais, devendo ser adaptadas pelo profissional da informação aos novos contextos.

Palavras-chave: Organização do Conhecimento; Teoria da Classificação Facetada; Teoria do Conceito; Diretrizes para Classificação de Projetos de Pesquisa; Embrapa.

Comunicação 3 – 18h35 – 18h45: INTEROPERABILIDADE SEMÂNTICA NO CONTEXTO DE DADOS DA BIODIVERSIDADE: UM ESTUDO DE CASO SOBRE A UTILIZAÇÃO DE PADRÕES DE METADADOS

Autoria(s): Filipi Miranda Soares, USP; Raíssa Yuri Hamanaka, UEL; Benildes Coura Moreira dos Santos Maculan, UFMG

Resumo: Trata acerca da interoperabilidade entre distintos sistemas de informação sobre a biodiversidade, no que se refere à descrição de registros de ocorrência de espécies, tendo em vista o compartilhamento de dados. O objetivo do estudo foi analisar como ocorre a interoperabilidade entre a) um registro de ocorrência de espécie entre os ambientes informacionais iNaturalist (iNat) e Global Biodiversity Information Facility (GBIF) e b) os dados de interações biológicas entre o iNat e Global Biotic Interactions (GloBI). Os procedimentos metodológicos são de objetivos exploratórios e descritivos, com abordagem qualitativa, e adotou a técnica do estudo de caso único, analisando como ocorre a interoperabilidade semântica entre os ambientes informacionais selecionados. Foram realizadas análises dos dados importados pelo GBIF e pelo GloBI, tendo como origem os dados do iNat, destacando como a interoperabilidade ocorreu entre esses sistemas. Os resultados evidenciaram que o uso de padrões de metadados permite que diferentes ambientes informacionais compartilhem dados entre si, garantindo a interoperabilidade semântica entre seus metadados. Especificamente entre iNat-GBIF e iNat-GloBI, a interoperabilidade semântica ocorre por meio do uso de padrões de metadados e de vocabulários controlados. O sistema do GBIF reconheceu e indexou, automaticamente, o registro de dados criado no iNat com metadados Darwin Core (DwC). O mesmo aconteceu com o GloBI, que reconheceu e indexou o registro de dados do iNat, automaticamente. Como limitação, indica-se que a análise dos metadados se restringiu a um pequeno grupo, levando à sugestão de estudo futuro em um escopo mais abrangente, que envolva também outros padrões de metadados.

Palavras-chave: Interoperabilidade. Padrão de metadados. Biodiversidade.

Comunicação 4 – 18h45-18h55: METODOLOGIA DE REVISÃO E ATUALIZAÇÃO DE TESAUROS COM A ABORDAGEM DA PESQUISA-AÇÃO

Autoria(s): Ana Carolina Ferreira, UFMG; Benildes Coura Moreira dos Santos Maculan, UFMG

Resumo: Os tesauros desempenham importante função na padronização terminológica e comunicação da informação especializada no âmbito dos sistemas de recuperação da informação. A terminologia presente nesses instrumentos é dinâmica e necessita ser revisada e atualizada segundo princípios teórico-normativos. Embora haja essa reconhecida importância, observou-se uma lacuna na literatura de Biblioteconomia e Ciência da Informação em relação à inexistência de uma metodologia consolidada acerca de procedimentos sistematizados sobre como revisar e atualizar tesauros. Nesse contexto, foi desenvolvido um estudo que resultou em uma metodologia unificada para a revisão e atualização de tesauros. A pesquisa adotou a concepção filosófica pragmática, com abordagem qualitativa, objetivo exploratório, natureza aplicada e utilizou o método da pesquisa-ação. A metodologia abarcou cinco etapas: I) identificação da situação-problema; II) exploração; III) estudo aprofundado; IV) intervenção e V) avaliação e divulgação. Os resultados indicaram a importância do estudo do conceito e das definições como fundamento para a modelagem conceitual em tesauros. A abordagem da pesquisa-ação mostrou-se promissora em relação à dinâmica do desenvolvimento de tesauros.

Palavras-chave: Tesauro. Metodologia de revisão e atualização de tesauros. Pesquisa-ação.

Comunicação 5 – 18h55-19h05: ANÁLISE DA REPRESENTAÇÃO POR CLASSES TEMÁTICAS APLICADAS À TRABALHOS DO ENANCIB NA ÁREA DE ORGANIZAÇÃO E REPRESENTAÇÃO DO CONHECIMENTO

Autoria(s): Jéssica Beatriz Tolare, Unesp; Mariângela Spotti Lopes Fujita, Unesp; Isaque Katahira, Unesp

Resumo: A análise da representação por classes temática é realizada com trabalhos completos do Grupo de Trabalho 2 – Organização e Representação do Conhecimento (GT2) do ENANCIB do período de 2016 a 2019 com o objetivo de verificar e avaliar comparativamente os resultados da aplicação dos sistemas de organização do conhecimento Esquema de Sistematização da área de ORC e o Classification System for Knowledge Organization Literature (CSKOL). Para isso foi realizada análise de assunto em 167 trabalhos do ENANCIB apresentados e publicados no período de 2016-2019, sendo 49 em 2016, 44 em 2017, 36 em 2018 e 38 em 2019. A análise de assunto consistiu da localização e identificação do tema de pesquisa do artigo no resumo e, em seguida, a representação do tema identificado por meio da localização e atribuição da classe temática do CSKOL e do Esquema de Sistematização da área de ORC. Observou-se variedade de temas abordados em pesquisas da área. Em ambos os sistemas algumas classes e subclasses não foram atribuídas na representação dos temas, outras classes e subclasses foram mais ou menos atribuídas. As classes mais atribuídas revelam tendências de pesquisa que os sistemas conseguem representar com mais exatidão e as classes menos atribuídas são variadas e demonstram especificidade e interdisciplinaridade que os sistemas são capazes de representar. Conclui-se pela necessidade de contínua avaliação das classes, subclasses e temas dos sistemas de organização do conhecimento como importantes instrumentos de representação da área de ORC que podem se beneficiar mutuamente com aspectos diversos dos existentes em ambos apesar das diferenças existentes.

Palavras-chave: Organização e Representação do Conhecimento. Sistemas de classificação. Classification System for Knowledge Organization (CSKOL). Esquema de Sistematização da área de ORC.

Comunicação 6 – 19h05-19h15: CONTRIBUIÇÕES DA TERMINOLOGIA PARA A ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO: ANÁLISE A PARTIR DA TEORIA DA COMPLEXIDADE

Autoria(s): Márcia Ivo Braz, UFPE

Resumo: As áreas de especialidade têm seus discursos permeados pela terminologia própria, partilhada pelos seus membros. Os termos são responsáveis pela designação dos conceitos, que se referem ao significado atribuído conforme o contexto de uso especializado, assim, a compreensão das ciências por novos membros ou por aqueles que lidam com diversos tipos documentais para fins de representação, permeia a tarefa da construção dos instrumentos terminológicos. Essas ferramentas retratam sistemas, que conforme a Teoria da Complexidade (TC), podem ser considerados complexos. O presente estudo tem como objetivo geral demonstrar a incidência das abordagens terminológicas nas teses e dissertações nos Programas de Pós-Graduação das áreas de Letras/Linguística e Ciência da Informação do Brasil, a partir da Teoria da Complexidade. O corpus foi composto por oitenta e três trabalhos, pesquisados na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações pelos termos “Teoria Geral da Terminologia” e “Teoria Comunicativa da Terminologia”. A comparação entre os postulados da TC e os textos analisados concluiu que ambas as abordagens terminológicas utilizadas para a composição do corpus se referem aos sistemas complexos. Partindo dessa consideração, verificamos o caráter inovador desse trabalho no sentido de demonstrar a que as teorias da terminologia apresentam as características próprias da complexidade, sendo os trabalhos que seguem seus pressupostos sistemas complexos.

Palavras-chave: Terminologia. Teoria da Complexidade. Organização do Conhecimento.

19h15-19h45 – Discussão

Dia 27.10.2021 – Quarta-feira – Manhã – 9-12h

Sessão: 03 – Trabalhos Completos

Coordenador da sessão: Camila Monteiro Barros; Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC

Relatora da sessão: Brígida Maria Nogueira Cervantes; Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Comunicação 1 – 9h15-9h25: MÉTODO PARA REVISÃO DAS TABELAS DE AUTORIDADES FUNARTE

Autoria(s): Julietti de Andrade, UFF; Suellen Oliveira Milani, UFF

Resumo: Este trabalho tem como objetivo apresentar o desenvolvimento e aplicação do método para a revisão das Tabelas de Autoridades Funarte como parte do Projeto para desenvolvimento de metodologias para organização, recuperação e preservação de acervos do Centro de Documentação e Pesquisa (CEDOC), da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Metodologia: pesquisa bibliográfica realizada em bases de dados especializadas, seleção a partir das referências de trabalhos já visitados, adoção de método indutivo em três etapas: diagnóstico, construção do método e elaboração de indicadores. Resultados: apresentação do contexto institucional que desencadeou a revisão; do desenvolvimento do método de revisão empregado; dos resultados alcançados por meio de indicadores; e do instrumento de gestão que viabilizará os ajustes de forma padronizada e controlada garantindo consistência no controle de autoridades.

Palavras-chave: Listas de Autoridades. Controle de Autoridades. Organização da Informação. Recuperação da Informação. Gestão da Informação. Métodos.

Comunicação 2 – 9h25-9h35: ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO E A SIGNIFICAÇÃO: CONTRIBUIÇÕES DA LINGUÍSTICA DOCUMENTÁRIA E DA SEMIÓTICA DOCUMENTÁRIA

Autoria(s): Alexandre Robson Martines, UNESP; Carlos Cândido de Almeida, UNESP

Resumo: A linguagem documentária é responsável por estabelecer a comunicação entre os humanos, documentos, conhecimentos, informações e sistemas. Por isso, é preocupação de estudos desenvolvidos pela Organização do Conhecimento, já que a construção de sentidos para viabilizar o conteúdo presente no fluxo informacional são fundamentais para proceder a organização e a representação da informação e do conhecimento. O objetivo da pesquisa foi analisar alguns fundamentos da Linguística Documental e da Semiótica Documental para debater sobre suas contribuições para a Organização do Conhecimento. Para tanto, aplicou-se uma metodologia qualitativa, exploratória, a qual buscou revisitar os trabalhos desenvolvidos na área que apresentem essa abordagem, além de dialogar com as teorias da Linguística Estrutural e Semiótica peirceana. Desse modo, a Linguística Documentária e Semiótica Documentária contribuem como práticas de tratamento da significação, a qual é resultante do tratamento informacional. Além de explorar o processo que envolve a descrição da informação, há também a condição de proporcionar um trabalho mais investigativo e preciso acerca da significação de um determinado signo que se configura como conceito ou como termo. Portanto, evidenciou-se a importância da Linguística Documental para o processo de descrição metalinguística na tradução da linguagem natural presente nos documentos para a linguagem especializada na elaboração de documentos secundários. Por sua parte, demonstrou-se também a importância da Semiótica Documental em dois aspectos no processo de representação da informação e do conhecimento: definir o estágio da semiose do signo; a inquirição e a atualização do hábito mental, na aplicação da prática profissional da representação do conhecimento.

Palavras-chave: Linguística Documentária. Semiótica Documentária. Organização do Conhecimento. Semiose Documental. Metalinguagem documental.

Comunicação 3 – 9h35-9h45: TRATAMENTO TEMÁTICO DA INFORMAÇÃO NA PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: TENDÊNCIAS TEMÁTICAS EM DISSERTAÇÕES E TESES BRASILEIRAS

Autoria(s): Lais Pereira de Oliveira, UFG; Maria Cláudia Cabrini Grácio, Unesp; Daniel Martínez-Ávila, UC3M

Resumo: Aborda o tratamento temático da informação em sua perspectiva teórica, compreendido enquanto dimensão da organização da informação dedicada ao conteúdo documental. Objetiva delinear o corpus teórico em tratamento temático da informação a partir das tendências temáticas delimitadas nas dissertações e teses brasileiras sobre o assunto, defendidas na área de Ciência da Informação. Constitui pesquisa descritiva, bibliográfica e de natureza quali-quantitativa, que aplica bibliometria e análise de conteúdo como métodos de investigação. Emprega revisão sistemática da literatura para coleta dos dados e close reading e análise temático-categorial para análise do corpus de pesquisa. Demonstra que o tratamento temático da informação é a abordagem temática principal mais frequente nas dissertações e teses brasileiras, complementada pelas abordagens secundárias da literatura de ficção, da perspectiva sociocognitiva/sociocultural, da catalogação e de sua produção científica, enquanto assuntos subordinados. Ressalta a tendência operacional de explicitação do tema, prevalente entre os trabalhos, em detrimento das tendências analítica, metodológica e teorética. Conclui-se que o tratamento temático da informação se configura, no Brasil, a partir de um corpus teórico de dissertações e teses que vislumbram seu desenvolvimento aplicado, devotado ao seu aporte sobre a literatura de ficção, aos aspectos cognitivos, sociais e culturais, à sua operacionalização na catalogação, e, à produção científica gerada a seu respeito.

Palavras-chave: Organização da informação; Tratamento temático da informação; Produção científica.

Comunicação 4 – 9h45-9h55: O SYSTEMATIFIER DE DAHLBERG COMO META-CATEGORIAS PARA OS DOMÍNIOS DO CONHECIMENTO: PRINCÍPIOS APLICADOS NA ANÁLISE DA QUÍMICA

Autoria(s): Heloisa Helena Costa, UFRJ; Maria Luíza de Almeida Campos, UFF; Hagar Espanha Gomes

Resumo: Apresenta uma investigação sobre o uso do Systematifier, proposto por Ingetraut Dahlberg na década de 1970, como um conjunto de meta-categorias para a analisar o domínio da Química, em sistemas de classificação de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Neste sentido, foram analisados comparativamente nove tabelas que compõem sistemas de classificação para Gestão da CT&I, incluindo a Tabela de Áreas do Conhecimento (TAC/CNPQ), com o intuito de compreender sua estrutura no contexto da Química à luz das Teorias da Classificação. Assim, esta proposta foi uma tentativa de compreender o potencial do Sistematizador para identificar as relações da Química com outros campos surgidos pela dinâmica do conhecimento.

Palavras-chave: Systematifier (Sistematizador), Dinâmica do Conhecimento, Teoria da Classificação, Análise de Domínio, Organização do Conhecimento.

9h55-10h25 Discussão

Comunicação 5 – 10h25-10h35: ONTOGENIA DO ASSUNTO MÚSICA NA CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY: UMA ANÁLISE DA DIVISÃO 780

Autoria(s): Fernanda Carolina Pegoraro Novaes,UNESP; Walter Moreira, UNESP

Resumo: A divisão referente à música (780) da Classificação Decimal de Dewey foi completamente revisada em sua vigésima edição e a partir das modificações realizadas, questiona-se quais conceitos se consolidaram na estrutura em música. A fim de identificar tais mudanças, foi aplicada na presente pesquisa a ontogenia, caracterizada como o método que permite analisar a evolução na abordagem de assuntos ao longo do tempo. Esse trabalho tem como objetivo geral: identificar as mudanças que a divisão de música apresentou nas revisões das edições 19, 20 e 23 da Classificação Decimal de Dewey. Para tanto, foram estabelecidos os seguintes objetivos específicos: a) investigar estudos que realizaram análise através da ontogenia em sistemas de classificação; b) analisar as subdivisões padrão da divisão de música nas edições 19, 20 e 23 da Classificação Decimal de Dewey; c) identificar e caracterizar as mudanças apresentadas ao longo do tempo na divisão de música. O presente estudo caracteriza-se como documental, possui como principal método a ontogenia e sua natureza define-se como qualitativa por realizar a ontogênese através de quadros demonstrando informações estatísticas das edições 19, 20 e 23 da Classificação Decimal de Dewey. Como resultados, em se tratando dos tipos de mudanças apresentadas através da ontogenia (estrutural, lexical e textual), foram identificadas características em cada tipo de mudança, que evidenciam a capacidade dos sistemas de classificação em conformar-se aos novos modos de organização do conhecimento, respeitando a sua dinamicidade.

Palavras-chave: Ontogenia. Ontogenia do assunto música. Edição 20 da Classificação Decimal de Dewey.

Comunicação 6 – 10h35-10h45: OLHARES DECOLONIAIS EM ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO: UMA ANÁLISE DAS PUBLICAÇÕES DO PERIÓDICO KNOWLEDGE ORGANIZATION (2000-2020)

Autoria(s): Dirnele Carneiro Garcez, UFSC; Rodrigo de Sales, UFSC

Resumo: O enfrentamento de lógicas colonizadoras hegemônicas que potencialmente promovem a violência epistêmica e as injustiças sociais precisa ser fortalecido no campo da Organização do Conhecimento. Para que a pluralidade de saberes seja debatida no âmbito da organização do saber, é necessário adotar uma postura decolonial, ou decolonizadora. O objetivo deste estudo é investigar como e se a decolonização tem sido abordada em estudos de organização do conhecimento internacionalmente. Buscamos nas publicações da revista Knowledge Organization artigos que discutam os processos de decolonização no contexto da organização do conhecimento, a fim de verificar como é possível construir caminhos em prol de uma organização decolonizada do conhecimento. O corpus de análise deste estudo foi constituído por seis artigos que explicitaram terminologicamente em seus conteúdos expressões relacionadas à decolonização e à descolonização. A análise aqui realizada constatou que a decolonização, segundo publicações da Knowledge Organization, vem ocupando espaço e sendo fruto de pesquisas que se propõem aos desafios de decolonizar instrumentos e processos no campo profissional e epistemológico, apesar do uso explícito de termos como decolonização, decolonialidade ou descolonização ainda seja reduzido.

Palavras-chave: Decolonialidade. Organização do Conhecimento. Publicação científica.

Comunicação 7 – 10h45-10h55: INDEXAÇÃO HÍBRIDA PARTICIPATIVA: A REPRESENTAÇÃO DE FANFICTIONS

Autoria(s): Bruna Daniele de Oliveira Silva, UNESP; Deise Maria Antonio Sabbag, USP/UNESP

Resumo: A organização da informação e do conhecimento, bem como seus processos e instrumentos se adaptaram ao ambiente digital, fazendo emergir o fenômeno da indexação social. Esta, caracterizada pela representação colaborativa de conteúdo através do uso de folksonomia, gera metadados para diversos propósitos. Os repositórios de fanfictions ilustram a participação dos usuários na produção de metadados e de conteúdo. Assim, objetivou-se traçar um panorama da indexação realizada em repositórios de fanfictions, situando-a em relação ao aporte teórico da Organização do Conhecimento, descrevendo as interfaces de busca e elencando as motivações dos usuários que a realizam. Foram utilizadas as abordagens descritiva e exploratória, com aplicação de Análise de Domínio. A análise indicou que a indexação efetuada nos repositórios utiliza um sistema híbrido de taxonomia e folksonomia; o estudo terminológico demonstrou que os gêneros de fanfictions refletem uma busca por representação e explicitação de grupos sociais marginalizados. Concluiu-se que tal indexação possui características que convergem diferentes contextos, práticas e hábitos de consumo cultural, tais características reverberam nos termos utilizados na representação das histórias; por todas suas particularidades ela foi chamada de Indexação Híbrida Participativa.

Palavras-chave: Indexação híbrida participativa. Indexação social. Repositórios de fanfictions. Cultura participativa. Gêneros narrativos.

Comunicação 8 – 10h55-11h05: REPRESENTAÇÃO SOCIOCULTURAL NA ORGANIZAÇÃO E REPRESENTAÇÃO DO CONHECIMENTO: ANÁLISE DOS TRABALHOS DO GT-2 DO ENANCIB (2010-2019)

Autoria(s): Callu Ribeiro Ferreira Pedreira e Andrade Bamberg, UFSC; Luciane Paula Vital, UFSC

Resumo: O artigo busca investigar acerca da representação sociocultural na Organização e Representação do Conhecimento. Propõe identificar nos Anais do ENANCIB, especificamente do Grupo de Trabalho 2-Organização e Representação do Conhecimento, trabalhos científicos que abordam a representação sociocultural. Executa um levantamento da produção científica do evento, disponível de forma online, entre os anos de 2010 a 2019. Foram mapeadas 423 comunicações científicas no período investigado, então foi realizada a análise de conteúdo dos títulos, resumos e palavras-chave. Foram identificados 17 artigos que abordam a representação sociocultural na Organização e Representação do Conhecimento, divididos em três categorias: a) Representação Sociocultural; b) Estudos de Gênero; e c) Estudos Etnico-raciais. Verificou-se um movimento teórico da área de Ciência da Informação no sentido de uma maior diversidade na Organização e Representação do Conhecimento e seus sistemas. Tais instrumentos são reprodutores de uma lógica homogênea e hegemônica , baseada no eurocentrismo branco, que não engloba as pluralidades socioculturais, sejam elas de gênero, raça, etnia ou religião. Constatou-se um aumento no número de trabalhos científicos sobre a temática nos anos recentes.

Palavras-chave: Representação Sociocultural. Organização do Conhecimento. Representação do Conhecimento. Ciência da Informação. Enancib.

11h05-11h35 Discussão

Dia 27.10.2021 – Quarta-feira – Tarde – 14-17h

Sessão 04 – Trabalhos completos

Coordenador da sessão: Thiago Henrique Bragato Barros; Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS

Relatora da sessão: Benildes Coura Moreira dos Santos Maculan, Universidade Federal de Minas Gerais, (UFMG)

Comunicações

Comunicação 1 – 14h15-14h25: ÁLBUM DA CONSTRUÇÃO DO CANAL DO MANGUE: INDEXAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DE FOTOGRAFIAS

Autoria(s): Melina de Brito dos Santos, IBICT/UFRJ; Rosali Fernandez de Souza, IBICT; Jeorgina Gentil Rodrigues, FIOCRUZ

Resumo: Este estudo analisa o Álbum da construção do Canal do Mangue, exemplar tido como raro e único, do acervo da Biblioteca de Obras Raras e Antigas do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro que se encontra sem tratamento. Tem como objetivo investigar a representação da informação imagética visando a indexação e classificação do conjunto das 50 fotografias que compõem o referido Álbum. Os procedimentos metodológicos consideraram as características da coleção e as funções dos diferentes tipos de sistemas de organização do conhecimento. Como método de análise foram identificados elementos de indexação derivativa e atributiva para a construção de lista de cabeçalhos de assunto, classificação facetada e tesauro. Os resultados evidenciaram caraterísticas do tratamento temático das fotografias nos três sistemas propostos, mostrando as especificidades de cada análise realizada na recuperação de informação relevante considerando potenciais usuários. O Álbum de fotografias da construção do Canal do Mangue possui expressiva função como fonte de informação de cunho histórico sobre obra realizada no Rio de Janeiro, no final do século XIX e inicio do século XX, atribuindo a cada fotografia o caráter único como potencial gerador de dados de pesquisa em várias áreas de conhecimento, tais como história, engenharia, arquitetura, paisagismo. Como conclusão, salientamos que o Álbum em questão merece receber tratamento adequado de organização e representação como documento, constituindo-se este trabalho uma contribuição.

Palavras-chave: Indexação fotográfica; Álbum de fotografias; Canal do Mangue.

Comunicação 2 – 14h25-14h35: TIPO DOCUMENTAL SOB ANÁLISE DA SEMIÓTICA DISCURSIVA: CONTRIBUIÇÕES PARA A CRÍTICA DOCUMENTAL

Autoria(s): Wilson Roberto Veronez Júnior, UNESP; Alexandre Robson Martinês, UNESP; Daniel Martinez Ávila, UNESP; Sonia Maria Troitiño Rodriguez, UNESP

Resumo: No campo da Arquivologia, a Diplomática e a Tipologia Documental são métodos de investigação que buscam analisar a autenticidade, veracidade, acurácia e a fidedignidade dos documentos gerados em decorrência de uma atividade administrativa, podendo ser armazenado em suporte físico ou digital, fatores que geram significação na organização dos documentos, bem como da informação. Já, a Semiótica oferece práticas que evidenciam a significação resultante das sistematizações a partir do Gênero Textual e Discursivo. Assim, este trabalho discute as possibilidades de colaboração da Semiótica para a Diplomática e Tipologia Documental, a partir de uma reflexão interdisciplinar. Também apresenta como avanço as contribuições da semiótica para autenticidade de todos os elementos abordados na atuação da Diplomática na análise de documentos, através da investigação dos valores de significação decorrentes dos níveis de imanência presentes na configuração de objetos-semióticos, que são evidenciados pelas cenas predicativas produzidas através dos níveis de pertinência da significação.

Palavras-chave: Diplomática. Tipologia Documental. Autenticidade. Semiótica Discursiva.

Comunicação 3 – 14h35-14h45: OS TERMOS “DOSSIÊ” E “PROCESSO” E SUAS RELAÇÕES NA TERMINOLOGIA ARQUIVÍSTICA

Autoria(s): Gabriel da Silva Barros, UFF; Clarissa Moreira dos Santos Schmidt, UFF

Resumo: Trata a relação entre a terminologia arquivística brasileira e a terminologia estrangeira, sob a ótica dos termos “dossiê” e “processo” e suas definições. Possui como objetivo mapear e analisar os termos e definições sinônimas e correlatas aos termos “dossiê” e “processo” nas terminologias arquivísticas americana e francesa. Utiliza-se do Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística do Arquivo Nacional (2005) e do Dicionário de Terminologia Arquivística de Camargo e Bellotto (1996) como ponto de partida para seleção de termos sinônimos e correlatos e também como fermentas para triagem de obras terminológicas americana e francesa. Além disso, emprega as chamadas “fichas terminológicas” para coleta e análise dos termos estrangeiros e suas definições. Apresenta como resultado uma desconformidade na equivalência dos termos “dossiê” e “processo” nas terminologias arquivísticas americanas e francesas. Conclui que a desconformidade nessa equivalência pode apresentar riscos à comunicação especializada internacionalmente, mas entende que a terminologia arquivística de cada país é marcada por traços culturais e políticos de cada lugar.

Palavras-chave: Arquivologia; Terminologia; Dicionários.

Comunicação 4 – 14h45-14h55: POLITICAMENTE CORRETO OU ERRONEAMENTE POLIDO?

Autoria(s): Denise Cristina Belam Fioravanti, UNESP; Francisco Arrais Nascimento, UNESP; Deise Maria Antonio Sabbag, UNESP

Resumo: Objetivou-se compreender a influência do Politicamente Correto e seus impactos na organização e representação da informação e do conhecimento. O estudo de natureza bibliográfica amparado em pesquisa documental, utilizou-se da cartilha do Politicamente Correto, lançada no ano de 2005 pela Presidência da República do Brasil, como uma estratégia de guiar as representações de maneira a banir termos e expressões que historicamente foram criadas e ressignificadas como marcadores sociais da diferença, além do acervo do Jornal Folha de São Paulo sob o recorte cronológico de 1980-2019. Ao imergir no contexto da representação temática em tempos hodiernos, se pode perceber que concomitantemente com os avanços das tecnologias de informação e comunicação houve o surgimento de preocupações éticas e morais acerca da melhor maneira de organizar e representar a informação. Essas questões auferem espaço privilegiado enquanto temática emergente nos estudos na área de organização e representação da informação e do conhecimento, pois ao compreender que as percepções da realidade assim, como as peculiaridades do Politicamente Correto, em sua tentativa de representar com verossimilhança as necessidades da sociedade, contribuem não apenas para a organização e representação, mas também para recuperar a informação. Como resultado se pode vislumbrar um movimento de humanização no tratamento social onde disfunções linguísticas foram identificadas na aplicação exacerbada do mesmo em determinados contextos como é o caso de extratos marginalizados da sociedade.

Palavras-chave: Organização do Conhecimento. Ética. Direitos Humanos.

14h55-15h25 Discussão

Comunicação 5 – 15h25-15h35: TÉCNICAS ARQUEOMÉTRICAS: FUNDAMENTOS PARA UM SISTEMA DE INFORMAÇÕES

Autoria(s): Lais de Oliveira, USP; Nair Yumiko Kobashi, USP

Resumo: Estudo de elaboração de um sistema de informação de armazenamento e reuso de resultados de pesquisas arqueométricas para subsidiar a conservação e restauro de objetos históricos, tanto quanto a autenticação de obras pictóricas. Essa documentação é composta de imagens, gráficos, relatórios de pesquisa e textos acadêmicos provenientes de análises físico-químicas de objetos do patrimônio cultural de museus. Apesar de sua importância, essa documentação encontra-se dispersa em diferentes bancos de dados que dificultam a recuperação de informação e a interoperabilidade de sistemas, dada a inconsistência das formas de descrição documentária. A presente pesquisa, de natureza exploratória, baseou-se em fontes bibliográficas e documentais. O referencial teórico é constituído da sistematização das teorias de autores que realizaram importantes estudos sobre a análise de imagens, tais como Panofsky, Merleau-Ponty, John Dewey e Peirce. Em seguida, foram analisadas as teorias e métodos da arqueometria contemporânea, analisados os padrões de metadados para compor uma estrutura informacional adequada para implementar repositórios arqueométricos e discutidos os aplicativos que poderão ser usados nesses bancos de dados. Conclui-se a pesquisa com a apresentação de uma proposta de organização de informações arqueométricas em ambiente em rede.

Palavras-chave: Organização do Conhecimento. Imagens arqueométricas, Metadados. Repositórios Digitais. Gestão de Dados de Pesquisa.

Comunicação 6 – 15h35-15h45: AS CONTRIBUIÇÕES DE D. J. FOSKETT E D. W. LANGRIDGE PARA INOVAÇÕES DISRUPTIVAS NA ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO NA PERSPECTIVA DOS ESTUDOS CULTURAIS

Autoria(s): Marcos Luiz Cavalcanti de Miranda, UFF; Maria Luiza de Almeida Campos, UFF, UFBA

Resumo: Apresenta as contribuições de Derek Wilton Langridge e Douglas John Foskett para inovações disruptivas no âmbito da Organização do Conhecimento, com foco nos sistemas de organização do conhecimento nas Ciências Humanas e Sociais. A inovação disruptiva no domínio da Organização do Conhecimento provoca a quebra de paradigmas e modelos de organização e representação do conhecimento por meio de instrumentos inovadores para satisfazer as necessidades de usuários na recuperação de informação. Este trabalho tem como objetivo apresentar as contribuições de Derek Wilton Langridge e Douglas John Foskett para inovações disruptivas nos aspectos culturais da Organização do Conhecimento e sua influência nos Sistemas de Organização do Conhecimento por meio da análise de domínio e da análise de conteúdo. A abordagem metodológica utilizada nos permitiu evidenciar que Foskett e Langridge com suas obras seminais contribuíram para a teoria, a prática, o ensino e o desenvolvimento da Organização do Conhecimento enquanto um domínio de conhecimento bem como para a construção de esquemas de classificação especializados nas Ciências Humanas e Sociais que são a base dos Estudos Culturais.

Palavras-chave: Organização do Conhecimento. Estudos Culturais. Inovações Disruptivas.

Comunicação 7 – 15h45-15h55: A INDEXICALIDADE DA FOTOGRAFIA NO AMBIENTE INSTITUCIONAL: CUNHO CONTEXTUAL E EVIDENCIAL PARA ORGANIZAÇÃO ARQUIVÍSTICA

Autoria(s): Bruno Henrique Machado, Unesp; Rafael Semidão, FURG; Telma Campanha de Carvalho Madio, Unesp

Resumo: O trabalho busca apresentar uma reflexão acerca da fotografia enquanto documento de arquivo institucional, considerando o contexto de produção e tomando em consideração sua indexicalidade a partir da evidência contextual atrelada ao desempenho das funções e atividades de uma instituição. Assim, atribuímos à fotografia a capacidade de atuação na relação entre o emissor e o receptor, assegurando a comunicação e garantido a circulação da informação que é registrada no contexto institucional. Acerca da abordagem metodológica, foi desenvolvida uma reflexão qualitativa de natureza exploratória que não tem a pretensão de encerrar as discussões acerca do tema. Dessa maneira, refletimos sobre uma abordagem dual, em que a razão institucional inicial da produção/acumulação da fotografia é representada através da manutenção do contexto de produção dos documentos, respeitando-se a sua proveniência, e a utilização da imagem em si veiculada pela fotografia na condição de indício. Concluímos que nossa proposta de tratamento documental arquivístico de documentos fotográficos institucionais consiste em representar/descrever fotografias, por exemplo, nos instrumentos de representação, adotando uma explícita divisão entre os elementos que descrevem a fotografia em seu contexto de produção e elementos que a descrevem de forma indicial, a partir da imagem em si.

Palavras-chave: Arquivologia. Documento de arquivo. Fotografia..Indexicalidade

Comunicação 8 – 15h55-16h05: ANÁLISE DE DOMÍNIO PARA MODELAGEM TERMINOLÓGICA DA ARENA DO GARIMPO DO RIO TAPAJÓS

Autoria(s): Míriam Gontijo de Moraes, UNIRIO; Raissa Resende de Moraes, UNICAMP; Carlos Henrique Xavier Araújo, USP

Resumo: A atividade garimpeira da região do Rio Tapajós na porção sudoeste do estado do Pará, Brasil, acontece há décadas. Não obstante, é caracterizada por problemas sociais típicos deste modo de produção e por disputa entre múltiplos atores institucionais e sua relação com as populações indígenas. Por meio de uma abordagem qualitativa, este trabalho foca na abordagem da organização do conhecimento por meio de comunidades de prática e teve como objetivo operacionalizar a Análise de Domínio a partir da prática discursiva dos múltiplos atores em torno da atividade do garimpo nesta região. Para isso, tomou como corpus dois estudos de campo realizados no ano de 2019 na região do Rio Tapajós, onde foram entrevistadas 88 pessoas relacionadas diretamente com o garimpo de ouro. Os resultados evidenciaram as relações complexas existentes, devido aos mais variados níveis de interação. Do ponto de vista terminológico, foi constatada a necessidade de identificação do campo semântico em torno da atividade garimpeira como uma realidade local dos atores locais e suas necessidades de trabalho e de sobrevivência pessoal, social e cultural. Como principal resultado, foi elaborada uma proposta de modelagem do domínio do Garimpo do Rio Tapajós a partir dos conceitos e termos identificados na pesquisa.

Palavras-chave: Análise de Domínio. Garimpo. Rio Tapajós. Terminologia.

Comunicação 9 – 16h05-16h15: TOPOI, TROPOS, LOCI E A TEORIA DA CULTURA CONTRA O EPISTEMICÍDIO: DIÁLOGOS COM ANTONIO GARCÍA GUTIÉRREZ

Tatiana de Almeida,Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO); Gustavo Silva Saldanha, IBICIT

Resumo: Os topoi, de forma genérica, são “lugares comuns” que as pessoas utilizam como ponto de partida de uma argumentação. O termo provém de Aristóteles, que chamava de topoi as verdades aceitas que formam a base de nosso pensamento e argumentos, dessa maneira, orientam as escolhas que fazemos no dia a dia. A presente pesquisa, de cunho teórico, encontra-se estruturada nos preceitos sugeridos por António García Gutiérrez, com sua “desclassificação” e os estudos acerca dos topoi – ou seja, o desenvolvimento de uma teoria topológica para a documentação – e nas abordagens discursivas do universo da Organização do Conhecimento que constituem uma teoria da cultura para o domínio, complementada pela reflexão conceitual dos loci e dos tropos. Para Gutiérrez, ao lidar com os topoi, isso significa que estamos tratando de “premissas argumentais” que se tornam necessárias na consolidação de diálogos produtivos levando em conta que o ponto de partida favorável parte quase sempre de um lugar-comum. No âmbito desta pesquisa isso significa que estamos no território do que é discursivo e não necessariamente conceitual. Nos interessa o que remete para a ideia de fórmula trivial e de amplo consentimento na Organização do Conhecimento, seja isso representada por uma questão social, uma personalidade, uma metodologia ou um assunto. Como horizonte de resultados, a reflexão nos leva a construção de uma teoria da cultura em Organização do Conhecimento como crítica da razão epistemicida.

 Palavras-Chave: Epistemologia da Organização do Conhecimento. António García Gutiérrez. Teoria da cultura. Topoi. Epistemicídio.

 

Comunicação 10 – 16h15-16h25:   MAPEAMENTO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA NA ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO: UM RETRATO PELAS LENTES DO CSKOL

Rosana Portugal Tavares de Moraes, Universidade Federal Fluminense (UFF); Tatiana de Almeida, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO);

Resumo: O objetivo deste estudo é demonstrar um retrato temático da produção científica na área de Organização do Conhecimento na região Sudeste do Brasil. Utilizou-se do Sistema de Classificação para Literatura de Organização do Conhecimento (CSKOL) para mapear os assuntos pesquisados no domínio e divulgados por sua comunidade discursiva em periódicos científicos. O caminho metodológico traçado para essa investigação é caracterizado como exploratório descritivo e busca atender uma abordagem quanti-qualitativa. Foram analisados os campos título, resumo e palavras-chave de 256 artigos de periódicos. Os dados mapeados e analisados por sua frequência, nas classes do Sistema de Classificação para Literatura em Organização do Conhecimento, oferecem um escopo temático do domínio e, assim, contribuem com uma visualização das especificidades dos assuntos abordados nas instituições.  Como resultados, destaca as classes mais estudadas no Sistema tanto em termos quantitativos como pela abrangência do assunto, neste caso sendo alvo de estudo pela maioria das sete instituições analisadas.

Palavras-Chave: Organização do Conhecimento; Sistema de classificação; Produção científica.

 

16h25-17h00 Discussão

Dia 27.10.2021 – Quarta-feira – Noite – 18-19h

Sessão: 05 – Trabalhos Completos

Coordenador da sessão: Camila Monteiro Barros; Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC

Relator da sessão: Carlos Cândido de Almeida; Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Comunicações

Comunicação 1 – 18h10-18h20: ORGANIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO EM INTERFACES WEB: SINALIZAÇÕES DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO AOS DESENVOLVEDORES FRONT-END

Autoria(s): Márcio Bezerra da Silva, UNB

Resumo: Apresentam-se os sistemas de organização estipulados na Arquitetura da Informação, como sinalizações aos desenvolvedores front-end de interfaces web. Contextualiza-se a pesquisa a partir da organização da informação discutida na Biblioteconomia e Ciência da Informação. Realiza-se breve apresentação sobre a Arquitetura da Informação, abordando o seu surgimento e os três círculos que formam o campo, considerados na criação do design de interfaces. Sinalizam-se, em sentido discursivo, três abordagens que compõem os sistemas de organização (organization systems), compreendidos como um conjunto de orientações que, de maneira lógica, tanto classifica as informações quanto direciona o funcionamento navegacional e de busca dos sistemas. Elencam-se as dificuldades para organizar informação na web, tais quais: a ambiguidade; os esquemas de organização exatos, como o alfabético; os esquemas de organização ambíguos, como o metafórico; e as estruturas de organização, como a hierarquia, inclusive de modo facetado. Conclui-se que as três abordagens apresentadas constituem um extrato de formas de organizar a informação e são comumente identificadas em websites, baseadas em aspectos como propósitos institucionais, perfis de usuários, claridade nas regras de divisão, especificidade temática e multidimensionalidade, normalizando a linguagem dos objetos e das questões dos usuários no combate às dificuldades naturalmente impostas pela web, como a ambiguidade e a heterogeneidade.

Palavras-chave: Organização da informação. Arquitetura da Informação. Sistemas de organização. Interface web.

Comunicação 2 – 18h20-18h30: DOROTHY PORTER WESLEY E A CLASSIFICAÇÃO PARA OS ESTUDOS NEGROS, AFRICANOS E DA DIÁSPORA

Autoria(s): Franciéle Carneiro Garcês da Silva, UFMG; Dirnele Carneiro Garcez, UFSC; Daniella Camara Pizarro, UDESC

Resumo: Esta pesquisa visa atender a dois objetivos principais: (i) apresentar a classificação criada pela bibliotecária negra, Dorothy Porter Wesley, para a organização, catalogação e classificação dos Estudos Africanos, Negros e da Diáspora, a qual é utilizada até hoje pelo Moorland-Spingarn Research Center; (ii) também refletir criticamente sobre esse movimento histórico que confronta a perspectiva eurocêntrica e racializada na práxis da catalogação e classificação, insurgindo com novas alternativas para organizar e classificar o conhecimento de populações historicamente marginalizadas. Como referencial teórico, contextualizamos o histórico das coleções e bibliotecas negras, a construção da Coleção Negra da HowardUniversity, o confronto à perspectiva racializada na Classificação Decimal de Dewey, assim como a necessidade de elaboração de uma classificação própria para abarcar a experiência negra. Por fim, apresentamos como se encontra elaborada a classificação de Dorothy Porter Wesley, a partir da análise das edições dos catálogos lançados em 1932, 1939 e 1958.

Palavras-chave: Dorothy Porter Wesley. Classificação. Estudos Negros. Biblioteconomia Negra – Estados Unidos.

Comunicação 3 – 18h30-18h40: CONTRIBUTOS PARA A CONSTRUÇÃO DE MODELOS COLABORATIVOS DE REPRESENTAÇÃO DE IMAGENS COM BASE NAS POTENCIALIDADES DA FOLKSONOMIA

Autoria(s): Raimunda Fernanda Santos, UFRJ; Maria Elizabeth Baltar Carneiro Albuquerque, UFPB

Resumo: Estuda questões concernentes à representação de imagens em sistemas de recuperação da informação. Tem como objetivo geral apresentar contribuições para a construção de modelos colaborativos de representação de imagens com base nas potencialidades da Folksonomia. Objetiva especificamente: apresentar aspectos relativos à análise e representação da informação imagética; identificar as implicações da Folksonomia para a descrição de recursos imagéticos; apresentar diretrizes que nortearão as práticas de representação de diferentes tipos de imagens em ambientes colaborativos. Utiliza como metodologia as pesquisas bibliográfica, exploratória e descritiva com abordagem qualitativa. Destaca que os recursos imagéticos carregam consigo um conjunto de informações que podem ser analisadas, interpretadas e (res)significadas na perspectiva de três elementos: a imagem (o que a obra diz), usuários (o que esses sujeitos privilegiam na mensagem visual) e o autor (o que o autor quis dizer). Constata a necessidade de o profissional da informação considerar os seguintes elementos na construção de modelos colaborativos de representação de imagens: a) o domínio de aplicação; b) ferramentas oferecidas pelo sistema; c) características das imagens a serem representadas; d) perfil e formação dos usuários etiquetadores e consumidores; e) necessidades desses usuários.

Palavras-chave: Modelo colaborativo de representação – imagens. Representação de imagens. Sistemas colaborativos. Folksonomia – indexação de imagens.

Comunicação 4 – 18h40-18h50: O LEGADO ACADÊMICO DA PROFESSORA ROSALI FERNANDEZ DE SOUZA NO PPGCI DO IBICT

Autoria(s): Maria José Veloso da Costa Santos, UFRJ, Vânia Lisbôa da Silveira Guedes, UFRJ; Rosali Fernandez de Souza, IBICIT

Resumo: Apresenta resultados de pesquisa sobre o legado acadêmico da professora Rosali Fernandez de Souza, do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia a partir de sua atuação em orientações e coorientações de dissertações e teses e produção científica. O objetivo principal é delinear a trajetória e produção da professora, com o propósito de assegurar o melhor entendimento sobre seu legado acadêmico, particularmente na área de organização do conhecimento, bem como proceder à análise desse material, visando a constituição de modelos conceituais de diferentes sistemas de organização do conhecimento. A narrativa se caracteriza como de cunho quali-quantitativo e de natureza descritiva e documental. A coleta de dados deu origem aos corpora de dissertações e de teses, constituídos do título, resumo e palavras-chave das mesmas. Com isso foi possível a produção de sistemas de organização do conhecimento como índice terminológico e redes de palavras, coautoria e de instituições.

Palavras-chave: Souza, Rosali Fernandez de. Legado acadêmico. Ciência da Informação

18h50- 19h20 – Discussão

Dia 28.10.2021 – Quinta-feira – Manhã – 9-12h

Sessão: 06 – Temática especial Arquivologia no Contexto da Organização do Conhecimento

Coordenadora da sessão: Camila Monteiro Barros; Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC

Organização do Conhecimento e Arquivologia: relações conceituais e metodológicas

Debatedores: Profa. Dra. Natalia Bolfarini Tognoli, UFF; Prof. Dr. Thiago Henrique Bragato Barros, UFRGS; Prof. Dr. Jorge Revez, Universidade de Lisboa